Notícia

QUEM NÃO SE MOVIMENTA NÃO SENTE AS CORRENTES

É HORA DE ABRIR OS OLHOS E COMBATER O FASCISMO!

· Por Xânxa
A Luta contra o Fascismo e a extrema direita - 1

Rosa Luxemburgo disse uma frase certeira: quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem. Ficar parado, calado e fingir que tudo está normal nunca livrou ninguém da opressão; pelo contrário, só dá espaço para a corda apertar ainda mais o nosso pescoço e tirar o nosso ar.

Karl Marx também já nos alertava que a história acontece primeiro como tragédia e depois se repete como farsa. Essa repetição não é coincidência: ela só acontece quando a gente esquece o sofrimento passado, perde a memória e aceita de braços cruzados que o erro aconteça outra vez diante dos nossos próprios olhos.

O que está acontecendo no Brasil hoje não é uma disputa comum de política nem uma briga qualquer entre partidos. Trata-se de um projeto de poder que copia diretamente o fascismo da Alemanha da década de 1930 e copia a extrema-direita preconceituosa dos Estados Unidos de hoje. O jeito de agir é exatamente o mesmo: inventar pânico na cabeça do povo, espalhar mentiras todos os dias, fazer culto à violência armada, elogiar torturadores cruéis da ditadura, tentar dar golpe de Estado e trabalhar duro para destruir a Constituição de 1988.

O que esse grupo quer tirar é o prato de comida e a segurança básica da população trabalhadora. O objetivo deles é liquidar com todos os direitos sociais conquistados com muito sangue e suor: querem acabar com a carteira de trabalho assinada, dificultar o direito à aposentadoria, passar a boiada destruindo matas e rios para enriquecer poucos, e deixar o povo pobre sem nenhuma proteção na vida. E a grande imprensa corporativa tem uma culpa imensa nisso quando insiste no tal do "dois-ladismo". Tratar quem perseguiu jornalistas nas ruas, quem zombou dos mortos na pandemia e quem defendeu milícia armada como se fosse autoridade comum é pura covardia e cumplicidade. Em cima do muro não existe neutralidade: ficar neutro diante da maldade é ajudar quem está oprimindo o trabalhador.

E qual é a saída prática para barrar essa destruição?

  • Retomar a narrativa em todo lugar onde o povo está: Quem viveu esses anos, sentiu a dor na pele e compreende o perigo real tem a obrigação moral de falar a verdade sem medo. Precisamos conversar e explicar a realidade de forma clara dentro das igrejas, nas rodas de família, nas reuniões das escolas, nos corredores das universidades e nas portas de fábrica. Onde colocarem mentiras e ódio, a gente precisa contrapor com a verdade nua e crua da nossa sobrevivência.
  • Alertar e organizar a juventude com urgência: Os jovens são os mais castigados pela falta de emprego digno, pela precarização e pela falta de perspectiva futura. A juventude precisa acordar e enxergar que o futuro dela está sendo roubado por um punhado de sanguessugas do dinheiro e da política. É urgente que os jovens se unam nos grêmios estudantis, nas comunidades, nos grupos religiosos e nos movimentos sociais de base. Sem a força da juventude organizada e em movimento, não há como vencer esse monstro.
  • Nunca abaixar a cabeça e jamais silenciar: Abaixar a cabeça para a truculência só ensina ao opressor até onde ele pode avançar sem encontrar resistência. Para identificar esse mal, basta olhar quem defende retirada de direitos do povo, quem persegue o trabalhador e quem governa para proteger privilégio de rico e poderoso. Para lutar contra isso, a regra é não recuar, manter a coluna ereta e não aceitar a mordaça da falsa isenção.

Quem escolhe fechar os olhos e ser parceiro desse horror que pague o preço da própria vergonha histórica. Nós não daremos nenhum passo atrás. Estamos aqui exatamente para nos movimentar, arrebentar as correntes, levantar a voz em defesa da nossa vida e dizer bem alto que o fascismo não passará.