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Vence nesta sexta-feira prazo dado por indígenas para prisão de acusado de assassinato no Maranhão

O acusado de matar Gedequias Guajajara, da Aldeia Jerusalém, segue foragido. A Polícia Civil tem até esta sexta-feira para cumprir o que prometeu.

helena borges (1)

GRAJAÚ (MA) — Vence nesta sexta-feira o prazo estabelecido por moradores da Terra Indígena Cana Brava para que as forças policiais localizem e prendam o suspeito de assassinar o indígena Gedequias Guajajara. A desocupação da rodovia federal BR-226, que permaneceu interditada por mais de oito horas, ocorreu após a garantia dada pela Polícia Civil de que requereu ao Poder Judiciário a prisão do acusado.

Gedequias Guajajara era morador da Aldeia Jerusalém. A Terra Indígena Cana Brava fica localizada no trecho entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú.

Acordo e cobrança das lideranças

A desobststrução da pista ocorreu por volta das 20h após mediação entre lideranças indígenas, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Funai e Defensoria Pública. Durante o diálogo, autoridades de segurança detalharam os procedimentos efetuados, como a colheita de depoimentos de testemunhas, a realização de exame necroscópico e a emissão de ordens policiais.

O acusado de ser o executor do crime foi identificado como Manoel Ornildo Vieira Lopes, apontado como não indígena, que se encontra foragido.

Mobilização no território

Manifestantes e comunicadores locais ressaltaram que a decisão de ocupar as margens da BR-226 busca exigir a presença de autoridades e a apuração do caso. Segundo a comunidade, a interdição não se trata de uma questão de trânsito, mas sim de justiça.

A ação contou com notas de apoio e solidariedade de entidades organizadas da região, como a COAPIMA. Caso o suspeito não seja capturado até esta sexta-feira, os manifestantes declararam que a rodovia voltará a ser bloqueada.